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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Divulgando: Encontrão de Oficinas em Julho



Encontrão de Oficinas em Julho     

Encontrão de Oficinas em Julho

ENCONTRÃO DE JULHO - OFICINAS DE 3 HORAS! 15 OFICINAS! DE 16 A 20 DE JULHO DE 2012

SEGUNDA, DIA 16- VOZ E MOVIMENTO

O que podemos explorar usando o mais importante equipamento musical para o ensino coletivo: O Corpo, voz, movimento, espaço...
08:00 as 11:00
DANÇA EDUCATIVA MODERNA - INTRODUÇÃO A LABAN
DANIELLA FORCHETTI
12:00 as 15:00
TÉCNICAS DE PERCUSSÃO CORPORAL
CHARLES RASZL
15:30 AS 18:30
TÉCNICAS PARA CONJUNTO VOCAL
TECO GALATI

TERÇA, DIA 16- BATUCANDO, MARTELANDO

Para os apaixonados em Rítmo, Cultura Brasileira e Invenções criativas e construtivas para as salas de aula
8:00 as 11:00
NO EMBALO DO BATUQUE
ESTEVÃO MARQUES
12:00 as 15:00
COLHERIM!
ESTEVÃO MARQUES
15:30 AS 18:30
O SOM DA SUCATA
YURÊ KUHLMANN

QUARTA, DIA 18 - INSTRUMENTO E COMPANHIA

A Combinação entre a Prática Musical e o Universo Infantil. Oficinas de Qualidade, repertório e encantamento.
8:00 as 11:00
TRILHA SONORA DE FILMAS PARA INSTRUMENTAL ORFF
UIRÁ KUHLMANN
12:00 as 15:00
A FLAUTA DOCE DE MANEIRA DOCE
UIRÁ KUHLMANN
15:30 AS 18:30
ARRANJO DO REPERTÓRIO INFANTIL NA SALA DE AULA
IBERÊ ABONDANZA

QUINTA, DIA 19 - CORPO, SONS, IDADES

Mais percussão Corporal! Agora trabalhando os Ritmos Brasileiros: Samba, Baião, Maracatu, etc... e também abordagem própria para Criança. De manhã, Musicalização para Bebês!
8:00 as 11:00
MUSICALIZAÇÃO PARA BEBÊS
ARGENE IVASCO (CONVIDADA)
12:00 as 15:00
PERCUSSÃO CORPORAL PARA CRIANÇAS
CHARLES RASZL
15:30 AS 18:30
RITMOS REGIONAIS NA PERCUSSÃO CORPORAL
YURÊ KUHLMANN

SEXTA, DIA 20 - JOGOS MUSICAIS

Ideal para Professores de Musicalização, Teoria Musical, Educadores em Geral que estão iniciando sua Jornada nas Aulas de Música
08:00 as 11:00
DINÂMICAS MUSICAIS COM OBJETOS DA INFÂNCIA
UIRÁ KUHLMANN
12:00 as 15:00
GAMES PERCUSSIVOS/BOOMWHACKERS!
UIRÁ KUHLMANN
15:30 AS 18:30
TEORIA MUSICAL COMO JOGO
UIRÁ KUHLMANN


PÚBLICO ALVO:
INTERESSADOS EM GERAL, EDUCADORES, MÚSICOS, E INTERESSADOS EM ARTE, MÚSICA, DANÇA.
LOCAL:
Escola Carlitos, Rua Conselheiro Brotero, 832 - Higienópolis, São Paulo
INVESTIMENTO:
R$ 90,00 por Oficina
R$ 220,00 por dia (3 Oficinas)
R$ 200,00 por dia (mínimo 2 dias)
R$ 880,00 - 5 dias (15 Oficinas - R$ 59,00 por Oficina!)
No Cartão de Crédito pague em até 12 X (com juros)
MAIORES INFORMAÇÕES:
contato@musicaemovimento.com.br O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
ou pelo telefone (11) 95599926
 
Link original: http://www.musicaemovimento.com.br/blog/item/99-encontrao-d-oficinas-em-julho

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Música para 1º e 2º anos: 7 Inclusão.

Atenção: Leia as postagens na ordem do roteiro didático no menu Música para 1º e 2º anos: Revista Nova Escola a direita da tela.

7.1 Deficiência visual


Explore a audição e a sensibilidade dos alunos nas aulas


Os alunos cegos costumam desenvolver uma sensibilidade rara para sentidos como o tato e a audição. Por isso, explore bem as atividades de apreciação e escuta de obras musicais, assim como as vivências em grupo, que envolvam movimentos, atividades de produção de sequências rítmicas e de percepção das variações sonoras.

Colocar esses alunos em contato com os instrumentos musicais, oferecendo tempo para que analisem os materiais de que são feitos e sua lógica de execução é muito importante. O canto também deve ser estimulado.

Nas aulas sobre história da música, sempre ofereça os textos de apoio em braile para o aluno, mesmo que ele ainda não domine este sistema de escrita (é importante familiarizá-lo com esta linguagem). Quando realizar atividades de escrita musical combinadas com a turma, utilize materiais em relevo (cola de relevo, pedaços de tecido, de barbante, ou palitos de sorvete, por exemplo), desde que tenham diferentes formas e texturas - para representar diferentes ritmos ou variações sonoras. Nesses casos, é importante antecipar a sequência rítmica que será trabalhada para o aluno com deficiência visual, pois se a atividade envolver a percussão com o corpo, por exemplo, ele não conseguirá ler e tocar simultaneamente. Caso você trabalhe com a notação musical formal, existem adaptações para o braile, mas no momento da execução em instrumentos, o aluno deverá saber a composição de cor. Por isso, deixe que ele ouça muito e amplie o tempo de realização das etapas de uma sequência didática sempre que necessário.

No contraturno, conte o apoio do profissional responsável pelo atendimento educacional especializado (AEE), que vai ajudar o aluno a aprender o braile.

Link: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/musica-1o-2o-anos-640283.shtml?page=7.1



7.2 Deficiência auditiva


Estímulos visuais e táteis ajudam os alunos surdos a perceber (e a gostar) de música

Música é uma sequência de sons. Mas não apenas isso. Já falamos neste roteiro que a música é uma linguagem dotada de sentido, que nos ajuda a evocar emoções e sentimentos. Tenha sempre isso em mente quando for trabalhar com seus alunos com deficiência auditiva. A música está intimamente ligada ao movimento e você pode apresenta-la aos seus alunos com base em estímulos visuais.

Para trabalhar as noções de ritmo e de musicalidade com os alunos surdos vale investir em recursos como a percussão corporal (desenvolvida com base nos movimentos indicados por você ou realizados pelos colegas) ou em gestos que representem variações na melodia da música, como por exemplo, os jogos onde as crianças se abaixam nas notas mais graves e se levantam quando aparecem notas mais agudas. Alguns alunos também conseguem tocar instrumentos de percussão, porque são capazes de sentir a vibração.

Nas atividades de canto, apresente antecipadamente ao aluno surdo a letra da canção que será trabalhada, pois ele poderá interpretá-la em libras, com a ajuda do profissional responsável pelo atendimento educacional especializado (AEE).

Nas aulas de audição e apreciação de obras, nem pense em deixar o aluno com deficiência auditiva de lado. Ofereça a ele um papel protagonista, como por exemplo, pesquisar e apresentar aos colegas, informações sobre o artista e o estilo musical que estão sendo estudados pela turma.

Explore também os recursos de escrita musical, sejam as escritas combinadas ou a música "visível" em partituras ou em programas de computador. As barras de áudio dos programas de reprodução e gravação de áudio representam as oscilações na melodia e nas variações de altura, intensidade e duração dos sons. Esses programas contribuem para que o aluno toque instrumentos e interprete canções a seu modo, junto com os colegas.

Link: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/musica-1o-2o-anos-640283.shtml?page=7.2


7.3 Deficiência física


Explore os movimentos possíveis para o aluno na hora de planejar as aulas

Se você tem alunos com deficiência nos membros inferiores, a turma deverá se acomodar em cadeiras nas atividades realizadas em roda (como a produção de sequências rítmicas ou a experimentação de instrumentos), para que todos os alunos fiquem em alturas equivalentes. Nas rodas de ciranda ou nas aulas em que música e dança serão relacionadas, os colegas podem conduzir o aluno na cadeira de rodas, de acordo com o ritmo da música. O aluno acompanha batendo palmas, cantando ou fazendo movimentos possíveis com o corpo. Oriente-o a colocar os instrumentos de percussão - como a caixa ou o tambor, sobre o colo, para que possa tocá-los.

No caso de alunos com deficiência física nos membros superiores, estimule as atividades de percussão com os pés (as batidas de pés no chão ou mesmo a execução de alguns instrumentos, como tambores, chocalhos e pandeiros, que podem ser tocados com os membros inferiores). Se o aluno conseguir segurar as baquetas com órteses ou reforços de espuma, invista nesse recurso.

As atividades de canto e de apreciação musical também devem ser exploradas. Sempre que necessário, antecipe as atividades que serão realizadas e amplie o tempo de realização das etapas de uma sequência didática. O andamento de algumas canções interpretadas com instrumentos de percussão pode ser alterado (deixe mais lento) até que o aluno pegue o jeito e consiga dominar esses dispositivos sonoros. Outra opção é propor ao aluno um segundo acompanhamento, com células rítmicas menos complexas, para que ele acompanhe a turma.

Link: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/musica-1o-2o-anos-640283.shtml?page=7.3



7.4 Deficiência intelectual


Um bom encadeamento das atividades ajuda a prender a atenção desses alunos

A relação com assuntos do cotidiano, que façam sentido para o dia a dia do aluno, ajudam as crianças com deficiência intelectual a apreender os conteúdos. Por isso, sempre leve em conta as músicas que esta criança conhece e que gosta de cantar (ou tocar). Deixe que o aluno explore os instrumentos e proponha as próprias sequências rítmicas, utilizando o corpo, mesmo que ainda não consiga acompanhar tão bem o pulso das canções, por exemplo.

É importante que esta criança adquira, aos poucos, uma postura de estudante, tal qual seus colegas, e possa opinar a respeito das músicas que ouve - o que a criança sentiu ao ouvir a música? A canção lembra algo que ela conhece? E a voz do artista? É bonita, feia, parecida com a de alguém? A participação do aluno com deficiência intelectual nas aulas é fundamental para que ele compreenda a música como linguagem e para que esta linguagem faça sentido para ele.

Fique atento também ao tempo dedicado a cada atividade da aula. Algumas crianças têm dificuldades para se concentrar durantes longos períodos de tempo em uma mesma ação. E como falamos no item 4 (quando ensinar), as aulas de música têm de ser planejadas como se fossem uma espécie de tapeçaria - com várias atividades entremeadas, mas sem perder o fio condutor.

O aluno com deficiência intelectual pode precisar de mais tempo para compreender as variações dos parâmetros sonoros: a altura, a duração, a intensidade e o timbre. Fazer um portfólio dos avanços dos alunos pode ser uma boa ferramenta para avaliar quais potencialidades da criança podem ser exploradas e quais são suas dificuldades.

Conte sempre com o apoio das famílias das crianças e dos profissionais responsáveis pelo atendimento educacional especializado (AEE) para reforçar aprendizagens importantes para o aluno.

Link:  http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/musica-1o-2o-anos-640283.shtml?page=7.4

Johann Sebastian Bach - Canone 1 a 2

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Educação Musical: Percussão Corporal Barbatuques 2

Olá pessoal,  nas minhas pesquisas do que postar aqui, eu resolvi ampliar um pouco mais uma matéria que foi muito acessada e que uso diáriamente em minha sala de aula, com vocês: BARBATUQUES!!!


Você sabe o que o Barbatuques é ?

Palmas, estalos, batidas no peito, sapateados, efeitos vocais e vários outros sons corporais são transformados em ritmos e melodias através de oito músicos em movimento.
O grupo de percussão corporal Barbatuques descobriu em suas pesquisas uma quantidade de sons suficiente para transformá-lo em uma verdadeira orquestra corporal. Este trabalho iniciado pelo músico Fernando Barba, explora a expressão musical através da descoberta dos inúmeros sons que podem ser produzidos pelo corpo humano e das possibilidades cênicas que surgem a partir desse movimento. O grupo se afirma por resgatar sons orgânicos e tribais colocando-os em contato com sonoridades contemporâneas e celebrando o corpo como fonte infinita de música e movimento.
O Barbatuques desperta nas crianças uma identificação imediata. A realização de um trabalho para esse público é, portanto, uma consequencia natural para o grupo. Assim nasceu TUM PÁ, espetáculo concebido especialmente para o público infantil que apresenta jogos rítmicos com pés e palmas, melodias de assobios e cantos, imitação de instrumentos musicais, utilização de diferentes recursos fonéticos e outros elementos como: jogos cumulativos, adivinhas musicais e repetições de ritmos que despertam uma escuta ativa.
Referencia em música corporal, o grupo viajou e se apresentou em diversos países como China, África do Sul, Senegal, França, Espanha, Rússia, Líbano, Estados Unidos e Colômbia. Realizando através de sua arte um convite ao prazer, ao amor pela música e poesia através daquilo que é essencialmente belo e lúdico: o corpo humano.














Link/Fonte: http://barbatuques.com.br/tumpa/barbatuques.php

                     http://www.barbatuques.com.br/br/

terça-feira, 22 de maio de 2012

Educação Musical: A expressão musical e a criança de 0 a 5 anos

Música na educação infantil - a expressão musical e a criança de 0 a 5 anos



Programa do Curso de Pedagogia Unesp/Univesp, da disciplina D14 -- Educação infantil: diferentes formas de linguagens expressivas e comunicativas - No Centro Convivência Infantil Integrado Sebastião da Silva, em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, a música está presente em quase todas as atividades da escola. Uma prática que faz parte das Diretrizes Curriculares Nacionais e favorece o desenvolvimento de diversas linguagens da criança.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=hhPMUg58Abc&feature=player_embedded

CÂMARA ANALISA PROJETO DE LEI QUE PUNE VIOLÊNCIA CONTRA O PROFESSOR

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.

Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.

Indisciplina

De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Educação Musical: Série Ritmos Brasileiros - Bossa Nova 1 - Tom Jobim

Programa Roda Viva da TV Cultuta de São Paulo no mês de Dezembro de 1993.



A Benção Antônio Carlos de Almeida Jobim!!!!






TOM JOBIM BIOGRAFIA DE TOM JOBIM PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA

TOM JOBIM

BIOGRAFIA DE TOM JOBIM PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA

Antônio Carlos de Almeida Jobim é o nome completo de Tom Jobim.

Ele nasceu em 25 de janeiro de 1927, na cidade do Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, mudando-se logo com a família para Ipanema Ainda bem menino aprendeu a tocar violão e teve aulas, com vários professores, entre os quais com o alemão Hans- Joachim Koellreuter, que foi o introdutor da técnica dodecafônica no Brasil. Jobim chegou a pensar em ser arquiteto, mas logo resolveu ser pianista e para ganhar a vida, tocava em vários bares e inferninhos de Copacabana.


Tocou no Beco das Garrafas, até ser contratado pela gravadora Continental. Entre outras atividades, tinha que transcrever para a pauta, melodias de compositores que não dominavam a escrita musical. Foi aí que ele próprio começou a fazer composições. Sua primeira canção gravada foi:"Incerteza". E seu primeiro sucesso foi:"Tereza da Praia",em 1954, gravada por Lúcio Alves e Dick Farney. Depois disso fez, ao lado de Bily Blanco :"Sinfonia do Rio de Janeiro". E fez com Dolores Duran: "Se é Por Falta de Adeus"e "Por Causa de Você". Em 1956, musicou a peça:"Orfeu do Carnaval", com Vinícius de Morais. E eles começaram a fazer parceria constante e construíram uma grande amizade . O grande sucesso da época foi :"Se Todos Fossem Iguais e Você"', gravada diversas vezes. Estava nascendo a Bossa Nova, grupo do qual Tom Jobim também fazia parte. Lançou para a cantora Elizeth Cardoso, ao lado de Vinícius:"Canção do Amor Demais". Era o ano de 1958. Foi quando apareceu um violonista até então desconhecido: João Gilberto. Esse LP foi considerado um marco inaugural da bossa nova, pela originalidade e harmonias das canções. Nesse LP aparecem, além de "Canção de Amor Demais","Chega de Saudade", "Eu Não Existo Sem Você". Em 1959, João Gilberto lançou, com direção musical de Tom Jobim, o 78 rotações:'Chega de Saudade". E Silvinha Telles gravou: "Amor de gente Moça", um disco com 12 canções de Tom, entre as quais;"Dindi"; "Só em Teus Braços"; "e "Felicidade"


Em 1962, Tom Jobim foi destaque no Festival da Bossa Nova, no Carnegie Hall, de Nova York. Em 1963, ao lado de Vinícius, compôs: "Garota de Ipanema". que se tornou a música brasileira mais tocada em todo o mundo. São dessa fase também os grandes sucessos:"Samba do Avião"; "Só Danço Samba"; "Ela é Carioca";"O Morro Não Tem Vez";"Inútil Paisagem"; "Vivo Sonhando". Nos Estados Unidos, Tom Jobim gravou;"Desafinado". E vários outros. Participou de espetáculos e fundou sua própria editora, a Corcovado Music. Voltou à América, em 1967 e fez gravação ao lado de Frank Sinatra, com arranjos de Claus Ogerm. Gravou com o cantor americano: "The Girl From Ipanema". "Dindi"; "Quiet Night of Quiet Stars" e várias canções americanas. Novamente no Brasil, ganhou o III Festival Festival Internacional da Canção, da Rede Globo, com a música:"Sabiá", parceria com Chico Buarque.


Aí então Tom Jobim resolveu fazer estudos mais aprofundados de música. Estudou compositores eruditos, como Debussy e Villa Lobos. Estudou muito a cultura brasileira. Ë dessa fase o "Matita Perê", o "Urubu". É quando mais se sobressai sua qualidade de letrista. Fez:"Águas de Março";"Ana Luíza";lígia";"Correnteza";"O Boto";"Angela" Ele então gravou com outros cantores e é dessa época a regravação antológica de "Águas de Março", com Elis Regina. Tom Jobim participou do "Nordeste Já", inspirado no "We Are The Word", com uma pequena participação individual. A gravação foi para arrecadar fundos para o nordeste.


Tom Jobim tem mais de 50 discos gravados, como intérprete ou arranjador. Todos magníficos. Dífícil escolher o melhor, ou mais significativo. Sua última gravação foi: o CD "Antônio Brasileiro", em 1994.


Muitos livros sobre ele foram lançados.O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro recebeu o nome de Tom Jobim.


O grande maestro brasileiro faleceu em Nova York, em 8 de dezembro de 1994.


sábado, 12 de maio de 2012

Educação Musical: Instrumentos de Sucata 5

 LUTHIER DO PVC

Num distrito periférico duma periférica cidade do Brasil, um artista da terra utiliza materiais inusitados, para fazer música de qualidade. Gravado em Tamoios, distrito de Cabo Frio (RJ), conta a história de Johnny(João Batista), um luthier de canos de PVC -- adquiridos em obras de construção ou lixos da cidade -- que, através de seu talento manual e aguçada percepção auditiva, planta sementes através dessa luteria inédita no Brasil.




Seleção Oficial
Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO) 2011
Festival Tela Digital 2011, TV Brasil
Curta Doc 2011, SescTV
Festival Visões Periféricas 2011
Festival Curta Cabo Frio 2011
Mostra Curta na Praça 2011
Mostra Cine Cultura Cabo Frio 2011

Realização: Os 13 Filmes
Apoio: Gaia Cinevideo

Ficha Técnica
Direção: Marcos Homem
Ano: 2010
Gênero: Documentário/Música
Local: Cabo Frio, RJ -- Brasil
Entrevistados: João Batista, Maestro Nando Carneiro, Nicélia Maia, Mônica Pereira, Cau Barros

Entrevistas: Lucas Müller
Direção de Fotografia:Marcos Homem
Roteiro:Marcos Homem
Fotografia: Lucas Müller, Marcos Homem, Raphael Martins
Produção: Aline Novais, Beatriz Ebecken, Thuany Motta
Som direto:Andrews Gomes, Yuri Rodrigues
Iluminação:Raphael Martins
Edição:Leandro Oliveira

Agradecimentos: Secretaria de Comunicação de Rio das Ostras, Casa de Cultura de Rio das Ostras, Provesc Tamoios, TripModels

Fotos, matérias e mais filmes: http://www.os13.com.br

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Educação Musical: Boomwhackers


Na Postagem de hoje vamos conhecer um instrumento riquíssimo para a iniciação musical, ainda um pouco desconhecido no Brasil mas essa febre já já vai se espalhar confiram...

Quero agradescer aqui o meu amigo e grande educador musical Uirá Kuhlmann que liberou o seu texto para ser publicado no Musicaliza Brasil, por favor acessem o link original e saiba mais detalhes.




Boomwhackers


Sexta, 30 Dezembro 2011 13:39  .

Boomwhackers

Os Boomwhackers são Instrumentos de percussão feitos de um tubo plástico leve e resistente onde encontramos duas Oitavas e meia da Escala de Dó Maior, onde cada tubo possui uma nota fixa afinada e uma respectiva cor.
  • Vermelho: DO
  • Laranja:
  • Amarelo: MI
  • Verde limão: FA
  • Verde Escuro: SOL
  • Roxo: LA
  • Rosa: SI
Podemos encontrar os Boomwhackers sendo vendido apenas em Kits, não existe venda avulsa. Cada Kit geralmente possui uma oitava, exceto o kit mais agudo onde temos uma sequência cromática do DO# até SOL. Os Kits que encontramos no mercado atualmente são: Grave diatônico de DÓ a SI, Médio diatônico de DO a DO, Notas Alteradas do Médio, e Agudos, como já dito anteriormente, de DÓ# até SOL. Acredito a esta última escala não se completa em função dos tamanho que os tubos vão ficando, sendo assim inviável de extrair um som de forma prática e definida como os demais. Se olharmos na outra direção também ficaria inviável haver um kit ainda mais grave em função do tamanho, pois o DÓ grave já tem mais de 1,50 metros.



O cuidado com a questão das cores é inteligente, afinal as notas alteradas também possuem cores próprias:
  • DO# - avermelhado (um laranja forte, cor de caqui chocolate)
  • RÉ# - alaranjado (um amarelo forte, cor de gema)
  • FA# - Verde vivo
  • SOL# - Azul presente
  • LA# - Lilás
Se observarmos com atenção entendemos que o degradê procura criar um círculo nas cores onde verificamos a sutileza de retorno da escala entre o rosa e o vermelho, fazendo assim um ciclo colorido.

Há também um Kit com 8 tampinhas, que são os denominados Oitavadores, onde, uma vez colocado no tubo, transpõe a nota uma oitava para o grave.
Existe diversas maneira de você percurtir os Boomwhacker, batendo os no chão, no corpo, um com outro, na palma da mão, na parede, com baquetas e, quando está com as tampinhas, na vertical perpendicular ao chão.
Além de ser um excelente produtor sonoro, a criatividade e a imaginação dão asas para quem utiliza, podendo ser relacionado a diversos outros objetos, como espadas, lunetas, bengalas, copos, prédios, etc..
Os Boomwhackers não são fáceis de encontrar no Brasil, porém há uma loja em Curitiba, a Plander Instrumentos Musicais que já comercializa, agora se você for para os Estados Unidos o custo é bem menor.
O Professor Uirá Kuhlmann tem se dedicado a utilização deste produto em suas práticas educativas e atualmente ministra oficinas de Boomwhackers para quem tiver interesse.



Consultor de Educação Musical para Escolas Públicas e Privadas, Serviços Sociais como SESI E SESC e Entidades, Instituições e Fundações. É Professor de Iniciação e Vivência Musical nos Colégio Carlitos e Germinare (Instituto JBS) e pesquisador e arranjador na área da Educação Musical Ativa e Cultura Brasileira.

Website: www.musicaemovimento.com.br

Onde comprar: http://www.plander.com.br/

                        http://www.westmusic.com/

Videos





 




quarta-feira, 9 de maio de 2012

Vamos Discutir?: " O falsificador"


Leiam aqui a íntegra do texto de Leonardo Martinelli sobre André Rieu, publicado na edição de maio da Revista CONCERTO.


 
 
 
 
 
 
"O falsificador"

Com a chegada de André Rieu ao Brasil, o autoproclamado popstar da música clássica, levanta-se o debate: afinal, por que não vale a pena escutá-lo?

Por Leonardo Martinelli

No final deste mês se inicia no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista, a série de shows que André Rieu e sua companhia farão no país. Originalmente seriam apenas três apresentações, mas a enorme procura ampliou o número para 18, que se estenderão até o início de julho, com ingressos que podem chegar a R$ 400. A mesma dinâmica se observa em outros países, inclusive na Europa e nos Estados Unidos.

Autoproclamado popstar da música clássica, André Rieu é o protagonista de um dos maiores fenômenos da indústria fonográfica da atualidade. Para isso, ele aposta numa fórmula que vem aprimorando desde o início da década de 1990. Tudo começa com um espetáculo de forte apelo visual, no qual os principais estereótipos (reais ou imaginados) que orbitam no universo da música clássica são acentuados a ponto da total descaracterização. Cenários que remetem ao mundo mágico dos desenhos animados, músicos vestindo fraques de cortes extravagantes e musicistas paramentadas como bonecas de porcelana são elementos primordiais de um cenário dantesco.

Em segundo lugar, vem a música. Clássica ou popular, ela é invariavelmente travestida em arranjos paquidérmicos que atuam como um rolo compressor que esmaga aquilo que diferentes linguagens e estilos têm de melhor. Tudo isso é amalgamado pela própria figura de André Rieu, o anfitrião, com uma lábia simplória e um sorriso charlatanesco que arranca suspiros de sua audiência.
Rieu é apenas mais uma das crias daquilo que se costuma chamar de indústria cultural. Pensado como um grande negócio, seus espetáculos não apenas usurpam o patrimônio musical da humanidade. Pior, eles são artisticamente violentados com o propósito de ser mais “palatáveis”. E, pior ainda, dessa forma difunde-se uma ideia falsificada do que são a ópera e a música de concerto.

Há quem alegue que Rieu realiza importante contribuição ao popularizar a música clássica e que seria uma porta de entrada para este mundo. Não é verdade. Primeiro, porque o máximo que ele faz é se autopopularizar por meio da difusão do culto a sua figura (incluindo aí os mais diferentes tipos de souvenires). Sua estratégia visa a estabelecer um circuito de consumo fechado, no qual a compra de um DVD André Rieu conduz a compra de outro DVD André Rieu, e agora, para nós, a um dos caros ingressos de seus show. Nada vindo de fora é tolerado.

Em segundo lugar, é um argumento ingênuo (na melhor das hipóteses) achar que esses produtos atuam como introdução ao universo da arte. Fãs de Harry Poter não serão leitores de Shakespeare. Com o fim da série comercial de livros, ele migraram para outra, por exemplo, os volumes da “saga” Crepúsculo, e assim sucessivamente. Na prática, os atuais fãs de Rieu são as viúvas de Ray Coniff – seu famoso “arranjo” do Bolero de Ravel jamais conduziu seus fãs para a escuta da obra original.

Não se exclui a possibilidade de uma ou outra pessoa eventualmente cultivar um ambiente verdadeiramente artístico a partir do contato com esses enlatados culturais. Mas, comparado ao rastro de mau gosto e desinformação que eles deixam, é um preço alto demais a ser pago. Literalmente, pois é possível fazer coisas muito mais interessantes com a colossal quantidade de dinheiro que essas celebridades movimentam.

A propósito das desventuras literárias do famoso bruxinho, evoco aqui o termo que o crítico literário Harold Bloom usou para definir o sucesso do personagem: “desesperante”. Bloom argumenta que uma criança ou um adolescente tem plenas condições de começar sua vida de leitor com obras do mais alto valor artístico. Com a música não tem porque ser diferente. Que mal há em ouvir um Mozart, um Vivaldi ou mesmo um Johann Strauss sem a maquiagem grosseira promovida por Rieu? E olhe que não faltam no mercado produtos artisticamente honestos que propõem abordagens diferenciadas e acessíveis no amplo sentido do termo.
Apesar de desesperante, o próprio Bloom nos lembra que, ao longo da história da literatura, não faltam exemplos de grandes sucessos comerciais que logo passaram para o esquecimento. É a esperança que resta.