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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vocalises: o desafio da adequação ao canto popular - Diana Goulart e Malu Cooper.

   Os vocalises talvez sejam a ferramenta didática mais largamente utilizada nas aulas de canto. Todo aluno de canto está familiarizado com a prática de vocalises. Estes exercícios são, em última análise, frases musicais que podem ter maior ou menor complexidade (desde uma única nota até uma peça musical completa) e são repetidas em diferentes tonalidades, exercitando diversos aspectos da técnica vocal. Todos nós, professores de canto e/ou preparadores vocais, temos um repertório de vocalises que utilizamos em nossas aulas. Alguns professores gostam de usar sempre os mesmos exercícios, para que os alunos se habituem a uma rotina de estudos; outros preferem variar o material didático de acordo com as necessidades de cada aluno, ou de cada peça estudada.

Mas observamos que quase sempre estes fragmentos de melodia são derivados do canto lírico, ou das aulas de canto lírico. O modelo que temos de vocalise é vinculado à sonoridade e à proposta estética do Bel Canto. Uma outra constatação é que muitas vezes os vocalises (principalmente os mais simples, de aquecimento ou os utilizados com alunos iniciantes) são considerados exercícios puramente "técnicos", ou seja, não têm uma vinculação clara com qualquer tipo de referência musical.

Há então uma enorme dificuldade em se atravessar a "ponte" da técnica para a prática, especialmente quando se trabalha com o canto popular; é como se houvesse um lapso no aprendizado que coloca em dois mundos diferentes os vocalises e o repertório. Como conseguir transpor os progressos vocais alcançados nos vocalises para a performance usando o repertório escolhido?

A semelhança entre os nossos questionamentos pedagógicos gerou um trabalho ao qual dedicamos vários anos de pesquisa e experimentação prática. Nossas pesquisas iniciais apontavam um caminho ainda desconhecido mas que nos pareceu muito promissor: assim como os exercícios de canto lírico utilizavam toda a concepção musical do Bel Canto, poderíamos inventar vocalises que utilizassem o paradigma estético da música popular. Seria uma tarefa de grandes proporções. Não bastaria criar vários exercícios aleatoriamente, mas era preciso ter muito claros os objetivos de cada um e organizá-los segundo esta classificação. Quais aspectos da técnica vocal eram mais relevantes para o cantor popular? Que necessidades específicas, que exigências vocais ele enfrenta em suas apresentações? Que tipo de situação melódica seria eficiente para abordar estes aspectos?

O primeiro passo foi começar a contextualizar os vocalises tradicionais em uma harmonia popular. O acompanhamento de cada um começou a ser mais pensado e burilado. É claro que seria simples fazer um I - IV - V - I nos tons maiores. Quase tudo se encaixaria ali. Mas, aos poucos, fomos começando a mexer nessa harmonia, colocando acordes de substituição, dissonâncias e "enriquecendo" esses acordes. Evidentemente a harmonia nunca está sozinha: ela só existe ligada a um ritmo, uma "levada", um estilo. Imediatamente, começaram a surgir vocalises com mais "balanço" e mais próximos do repertório que seria trabalhado. A resposta dos alunos foi imediata. Além do prazer que sentiam ao cantar, automaticamente começavam a soltar mais o corpo, mostrando-se completamente à vontade.

Mesmo assim, ainda havia um empecilho: e a letra? Todos achavam muito mais simples exercitar com vogais sustentadas mas diziam que na hora de colocar a letra a coisa mudava. Então começamos a partir para uma nova etapa. Começamos o processo de criação de vocalises originais, associados a ritmos e harmonias coerentes com as novas melodias. Se antes aproveitávamos melodias dos vocalises tradicionais que usávamos adaptando-os para uma roupagem mais popular, agora criávamos vocalises em determinados estilos. Para isso foi preciso um olhar mais detalhado sobre as características de cada estilo para que não criássemos monstrengos adaptados. Se a idéia era criar um samba, ele teria melodia, letra, acompanhamento e interpretação de samba. O processo era de análise, vivência musical, aplicação, crítica e aperfeiçoamento. A isto associamos os objetivos técnicos: por exemplo, o frevo tem tipicamente uma melodia muito ativa, cheia de saltos rápidos, exigindo da voz uma emissão ágil e precisa. É o tipo de exercício ideal para se trabalhar no cantor a agilidade, a flexibilidade e a articulação. Assim foi nascendo o "Por Todo Canto", nosso livro de vocalises totalmente voltado para o canto popular.

Cada vocalise trazia uma sugestão estilística, uma idéia do que aquele estilo pedia em termos de sonoridade e interpretação. Foi ficando mais fácil para os alunos entenderem o texto/contexto musical.
Tanto em aulas de canto individuais ou em grupo quanto em ensaios de corais a maneira como os alunos se relacionam com os exercícios mudou. A disposição agora é outra. Os exercícios propostos são na verdade trechos de música popular, e praticá-los passou a ser uma atividade "legal" (ou mais legal, para aqueles que já gostavam de se exercitar). Afinal, agora eles estavam fazendo música durante os exercícios, desde os primeiros estágios.

É claro que não abandonamos as outras etapas. Para cada objetivo lançamos mão de uma forma diferente de exercitar. Continuamos a usar exercícios tradicionais vocálicos sempre que consideramos necessário; mas agora eles estão numa outra perspectiva, pois não são mais a única referência de exercício que os alunos têm.

Criar e organizar criteriosamente esta coleção de exercícios de técnica vocal foi a forma que encontramos de enfrentar um grande desafio: desenvolver estratégias pedagógicas eficazes para preparar o cantor popular. Não temos a pretensão de ter criado um método definitivo, pronto, acabado: ao contrário, a proposta é que cada professor se sinta motivado a criar novas formas de aplicar os exercícios apresentados, buscando novas alternativas melódicas que se encaixem nos acompanhamentos oferecidos, sempre de acordo com as necessidades específicas de cada aluno ou grupo. Acreditamos que é este o papel do professor - buscar ampliar ou aperfeiçoar os seus recursos pedagógicos, sem perder de vista os seus objetivos e os objetivos dos alunos; e sobretudo ter em mente que a técnica vocal é uma ferramenta valiosa, mas que só encontra sentido se estiver a serviço da arte, da expressão, da música.

Diana Goulart e Malu Cooper

Link: http://www.dianagoulart.pro.br/texto_vocalises.php

Educação Musical: Grupo Triii

O Grupo Triii surgiu através da junção de três pessoas que têm três coisas em comum: a amizade, a identificação musical e a fascinação por crianças.

Formado por Fê Sztok (violão e voz), Marina Pittier (voz) e Estevão Marques (percussão e histórias), o Triii já fez shows e oficinas em lugares como SESCs, Casa das Rosas, Centro Cultural Vergueiro, Festival da Canção Infantil, principais parques de São Paulo pelo "Projeto Ler", escolas como Dante Alighieri, Escola Viva, Escola da Vila, Espaço Brincar, Santo Américo, entre outros.

O grupo também se especializou em contar histórias para crianças com trilha sonora ao vivo, o que gerou parceria com a Melhoramentos. Juntos, o Triii e a editora lançaram em 2011 dois livros, "Ei, Ei, Ei, Vanderlei" e "A Sopa Supimpa", ambos acompanhados de CDs com o áudio de cada história.

Os três integrantes estão envolvidos em projetos musicais tanto no setor de entretenimento quanto no pedagógico. Assim, além de darem aulas em escolas como o "Brincante", participam de projetos como o "Palavra Cantada", "Batuntã", "Barbatuques", "Jogando no Quintal", "Chico dos Bonecos", "Ayer", "Ladainha", entre outros.

A apresentação tem a duração aproximada de 45 minutos. No repertório criações autorais, cantigas populares, brincadeiras e performances cênicas musicais com instrumentos como a de pandeiros e a de cucharas (colheres).

A interação com as crianças faz com que elas se sintam livres para participar dançando, cantando,
pulando, brincando e até mesmo adivinhando o que está por vir na história contada por Estêvão.





Livros...

retirado do site: http://www.osmelhoreslivrosaqui.com/2011/10/lancamentos-infantis-sopa-supimpa-e-ei.html

 
A Sopa Supimpa e Ei, Ei, Ei, Vanderlei



Um toque musical marca a leitura dos infantis A Sopa Supimpa e Ei, Ei, Ei, Vanderlei, lançamentos da Editora Melhoramentos.Os títulos, de autoria do músico Estêvão Marques, em parceria com Fê Sztok e Marina Pittier, abusam da técnica de aliteração – figura de linguagem que consiste em repetir sons consonantais idênticos ou semelhantes em um verso ou frases curtas. O autor mostra como é divertido ler um conto cumulativo e também uma história que parece nunca ter fim, ou seja, uma “lengalenga”. Os livros acompanham CD com uma trilha sonora especial.

 
A Sopa Supimpa
Baseado no conto popular A Sopa de Pedra, este livro infantil conta a história do astuto Pedro. Tudo começa com uma conversa de botequim no armazém do Zoroastro com muito rebuliço e turundundum. Pedro escuta a história da velha avarenta, xexelenta e munheca de samambaia, que morava na estrada da Sapucaia: “aquela velha é avarenta, rabugenta, mão de vaca, xexelenta, não dá nada pra ninguém. Há de nascer um homem esperto nesta terra pra tirar daquela velha nem que seja um só vintém”. Desafio lançado. Pedro, o cozinheiro, não perde tempo e posta-se na frente da casa da velha, arma um fogãozinho e passa o dia cozinhando pedras, até que a velha curiosa veio ao seu encontro. E, para a surpresa de todos, ela decide colaborar com Pedro na tentativa de saborear esta estranha e deliciosa sopa de pedras.

Ficha Técnica:
A Sopa Supimpa
De Estêvão Marques, Marina Pittier e Fê Sztok
32 páginas / brochura / 17 x 24 cm / R$29,00
Editora Melhoramentos, 2011

Ei, Ei, Ei, Vanderlei

Este livro infantil narra as peripércias de Vanderlei, um macaquinnho adorável, que gosta muito de bananas. Certo dia, ao subir em uma árvore para saboreá-las tranquilamente, Vanderlei tem um tremelique, quase cai e vê sua banana cair dentro do tronco da árvore. A partir daí, Vanderlei inicia uma longa jornada em busca de alguém que o ajude a recuperar sua tão desejada banana e provocará muita confusão na floresta e no reino. Toda sua aventura é embalada ao ritmo de Banana Boat – Day O., canção do folclore jamaicano usada na colheita de bananas.
Ficha Técnica:
Ei, Ei, Ei, Vanderlei
De Estêvão Marques, Marina Pittier e Fê Sztok
32 páginas / brochura / 17 x 24 cm / R$29,00
Editora Melhoramentos, 2011


Estêvão Marques é integrante do grupo Triii. Formado em música, fez cursos de educação musical na Espanha e nos EUA pelo Instituto Orff. Ministrou oficinas na Turquia, Colômbia e Argentina. Diretor musical do CD/livro Muitas Coisas, Poucas Palavras, de Francisco Marques (Chico dos Bonecos). Contador de histórias e músico do grupo infantil Palavra Cantada, tocou com Chico César, Antonio Nóbrega e com o grupo Barbatuques.

Marina Pittier é cantora, percussionista e arte-educadora. É integrante do Grupo Triii, toca com os grupos Palavra Cantada e Barbatuques e com Luiz Tatit, entre outros. É coautora do livro Brincadeiras Musicais, da Palavra Cantada e Editora Melhoramentos. Gravou nos CD’s de Luiz Tatit, Palavra Cantada, Chico dos Bonecos, Lydia Hortélio, Antônio Nóbrega.

Fê Sztok é violonista, cantor e integrante do Grupo Triii. Formado na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), atua como produtor multi-instrumentista de trilhas para publicidade. Faz parte também do Coletivo Centro, grupo criativo que explora as sete artes de forma integrada. Compositor de canções e de trilhas de cinema. Acompanhou artistas como Seu Jorge, Max de Castro, Jair Oliveira, Chico dos Bonecos, Wilson Simoninha e os grupos Palavra Cantada e Jogando no Quintal.

Sobre a Editora Melhoramentos:
Há 120 anos no mercado, a Melhoramentos ocupa posição de destaque nos diversos mercados em que atua. Na área editorial, uma das vedetes da Melhoramentos é a linha de dicionários Michaelis (português, inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e japonês), que detém 35% do mercado. Para não perder a tradição iniciada em 1915 – com a edição de O Patinho Feio – de ser a principal editora infantojuvenil do país, a Melhoramentos alinha entre seus autores nada menos que Ziraldo e seus 188 títulos – um sucesso absoluto entre o público jovem de todo o mundo e que já bateu um recorde histórico: passou dos 2,8 milhões de exemplares vendidos de O Menino Maluquinho.

Lançamento – A Sopa Supimpa e Ei, ei Vanderlei
Data: 16.10.11
Horário: 16h
Local: Livraria Cultura – Shopping Villa Lobos
Endereço: Av. Nações Unidas, 4777 - Alto de Pinheiros
Fonte: Parceria 6 Assessoria de Imprensa

Link:  http://www.myspace.com/grupotriii3#!/grupotriii3

Link: http://triii3.wordpress.com/


Mais Videos...








quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Palavra Cantada na Escola: Este CD diverte e ensina.

Escutar a dupla Sandra Peres e Paulo Tatit já vai ser uma curtição. E você pode aliar a isso atividades prazerosas para que as crianças se aproximem da linguagem musical.
(Sandra Peres e Paulo Tatit: canções infantis inteligentes e instigantes.
Foto Divulgação.

Uma boa canção desenvolve a audição e a musicalidade das crianças e ajuda a construir conhecimentos. Nela, as palavras "cantam" sobre a vida e a cultura. O CD Palavra Cantada na Escola, que acompanha esta edição, vai proporcionar à turma momentos mágicos, além de inspirar atividades que levam ao conhecimento e à experimentação da linguagem musical. Acompanhe as propostas da educadora musical Teca Alencar de Brito, uma das relatoras do Referencial Curricular para a Educação Infantil, para as 11 faixas.

Atividades

FAIXA 1: PALAVRA CANTADA PARA CANTAR EDUCAÇÃO INFANTIL

Para trabalhar o conceito de canção, gênero que integra música e poesia, é preciso escutar, cantar e analisar a letra. Pergunte o que é uma canção e quais eles conhecem. Que outros tipos de música existem? Essas questões podem ser pesquisadas e discutidas, valorizando as hipóteses das crianças. Cantarolar a melodia sem letra (com lá lá lá) foca a atenção nas variações melódicas.

FAIXA 2: ÁFRICA 6ª A 8ª SÉRIE

Essa canção gera estudos sobre a riqueza musical desse continente e estimula o trabalho com instrumentos de percussão (que podem ser construídos com materiais recicláveis, como tambores de lata recobertos de bexigas, borrachas e tecidos impermeabilizados com cola branca; garrafas com água; chocalhos; reco-recos de madeira ou papelão; paus-de-chuva etc.). Explore com a turma os modos de produzir sons (com baquetas, com as mãos, sacudidos, raspados etc.), classificando os instrumentos pelo timbre,pela altura ou pela capacidade de ressonância. É possível fazer um mapa da composição e registrar graficamente os timbres, os movimentos e os ritmos, mesmo sem conhecer a notação musical tradicional.

FAIXA 3: ORA BOLAS 1ª A 4ª SÉRIE

O jogo de pergunta e resposta, com ritmos definidos, favorece a percepção e a reprodução. Para isso, divida a classe em dois grupos: um pode usar materiais agudos na pergunta, e outro, graves na resposta, ou vice-e-versa. Uma brincadeira: em roda, as crianças passam a bola uma para outra no tempo forte. Em grupos menores, podem ser usadas várias bolas.

FAIXA 4: VOVÔ EDUCAÇÃO INFANTIL E 1ª A 4ª SÉRIE

A canção remete à questão do tempo, na vida e na música. O pulso do partido alto - ora exposto, ora escondido - fica ótimo quando marcado com clavas, palmas, toques leves nos tambores, pandeiros etc. Já para o ritmo, ofereça tamborim, surdo e cajón (tambor peruano). Observe com a turma o ritmo da introdução, presente em toda a faixa junto com o baixo; a mudança da melodia em "Amanhã talvez..."; o solo da guitarra; o piano do fim e a reincidência no verso "Ontem, hoje, depois". Com os menores, cante, identifique timbres e marque o tempo. Com os mais velhos, deixe que escolham três diferentes timbres para a frase "ontem", "hoje" e "depois": ótimo exercício de atenção para entrar na hora certa.

FAIXA 5 PÉ DE NABO 2ª A 4ª SÉRIE

O lirismo do desenho melódico da primeira parte contrasta com o refrão rítmico. Cada repetição traz algo a ser observado: a introdução das cordas, a mudança de toque, o piano e o solo instrumental. Primeiro a turma pode observar o piano e suas mudanças, acompanhando com palmas as duas primeiras estrofes e o primeiro refrão. Depois, é hora de tocar o ritmo do segundo refrão, usando sons corporais e materiais disponíveis. Peça que os alunos façam movimentos corporais livres na primeira parte e, no refrão, escolham um colega para fazer brincadeiras com as mãos (palma, mão direita na palma direita do amigo, palma, mão esquerda na mão esquerda do amigo), trocando de parceiro a cada refrão.

FAIXA 6: OSQUINDOLELÊ EDUCAÇÃO INFANTIL E 1ª E 2ª SÉRIES

Peça à garotada uma pesquisa com familiares sobre a origem das cantigas do pot-pourri e outras possíveis estrofes (o que pode render um livro). Apresente o conceito de refrão e sugira que as crianças girem em roda, parem nele e o acompanhem com palmas no tempo forte e batidas na mão do colega. Com a variação de timbres e andamentos, a roda ficará ora animada, ora calma. No último refrão, deitar no chão para relaxar.


FAIXA 7: CIRANDA 3ª A 5ª SÉRIE
 
O arranjo apresenta um quinteto de cordas (dois violinos, viola, violoncelo e contrabaixo), além de piano, violão e percussão. Peça que a garotada reconheça o naipe (grupo de instrumentos) das cordas e oriente uma pesquisa sobre formação de orquestra. As cordas prenunciam a melodia apresentada em seguida pela voz da cantora.
Na segunda estrofe, ouvem-se a percussão, o pizzicato das cordas e a voz do cantor. As mudanças continuam. Ouça com atenção. Que tal fazer um arranjo com as crianças? Algumas podem cantar e dançar, enquanto outras tocam. Mostre uma partitura com a grade dos instrumentos de corda e depois oriente-as a fazer o próprio registro - mesmo sem conhecer a notação tradicional -, usando cores para representar cada instrumento e sinais gráficos para os sons realizados.

FAIXA 8: GRAMÁTICA 6ª A 8ª SÉRIE

Saber mais sobre nossa língua com uma inteligente canção é muito bom! Identificar os aspectos musicais que garantem sua unidade, também! Dois intérpretes dialogam cantando. Vale focar a atenção no desenho melódico da canção, que se repete variando a altura somente no terceiro verso. Trabalhando com percussão corporal, crie com os alunos um acompanhamento para os versos de cada estrofe, usando ritmos e timbres diferentes. Chame a atenção para o jogo entre o piano e a guitarra e o crescendo dos instrumentos. O que marca a passagem de uma estrofe para outra?
FAIXA 9: PINDORAMA 1ª E 2ª SÉRIES

Essa composição valoriza o contraste entre Brasil e Portugal. Observe as células rítmicas de cada estrofe: o ritmo sincopado da palavra Pindorama contrasta com o de Vera Cruz, que lembra o vira português.
O pandeiro aparece nas partes brasileiras e o triângulo, nas portuguesas. Chame a atenção para o desenho melódico do piano na segunda estrofe "brasileira" e do cavaquinho na seguinte. Proponha um jogo de improvisação no qual dois grupos, Pindorama e Portugal, dialoguem musicalmente: cada um escolhe os materiais, faz perguntas e dá respostas que podem ser rítmicas, melódicas, vocais ou corporais.

FAIXA 10: CAMALEÃO EDUCAÇÃO INFANTIL E 1ª E 2ª SÉRIES

Baseada na história Bom Dia, Todas as Cores, de Ruth Rocha, a canção estimula a sonorização, um recurso que desenvolve a sensibilidade auditiva e a pesquisa de materiais sonoros. Converse com os pequenos sobre o ambiente em que vive o camaleão, incluindo os sons, e peça que pesquisem formas para reproduzi-los. Se houver possibilidade de conhecer a história que originou a canção, ótimo! Caso contrário, inventem juntos outra para sonorizar.

FAIXA 11: INSTRUMENTAL ÁFRICA 5ª A 8ª SÉRIE

As músicas instrumentais permitem trabalhar com o sonoro sem a força impositiva do texto. Mostre o ritmo de batuque de umbigada. Vale uma pesquisa sobre essa dança do interior paulista antes de tocá-la com instrumentos convencionais, fabricados ou adaptados pelos alunos. Eles podem fazer um mapa da composição e registrar graficamente os timbres, os movimentos e os ritmos que produzem mesmo sem saber ler e escrever música do modo tradicional.
Quer saber mais?
CONTATOS
Teca Oficina de Música, R. Capote Valente, 423, 05409-001, São Paulo, SP, tel. (11) 3083-2294, www.tecaoficinademusica.com.br
Palavra Cantada, R. João Moura, 503, sala 12, 05412-001, São Paulo, SP, tel. (11) 3083-3733, www.palavracantada.com.br

8 razões para usar o Youtube em sala de aula.

Descubra como esta rede social pode ajudar você a produzir vídeos e planejar aulas mais dinâmicas e interessantes para seus alunos.

Prender a atenção dos estudantes, que estão cada vez mais conectados, não tem sido uma tarefa fácil para os educadores. O problema se torna cada vez maior conforme os alunos ficam mais velhos. Nas salas de aula do Ensino Médio, é muito comum os professores disputarem a atenção dos estudantes com aparelhos eletrônicos, celulares ou smartphones. Por isso, o momento é propício para tornar a tecnologia - e a sua turma - uma aliada em sala de aula. "O uso de recursos tecnológicos que estão presentes no dia a dia dos alunos pode ajudar a aproximá-los dos temas tratados em sala, além de servir como estímulo para o estudo", afirma Marly Navas Soriano, professora de Informática Educativa da EMEF Cleómenes Campos, em São Paulo.

Para encorajá-lo a usar o Youtube em sala, listamos oito bons motivos para incluir a rede social no seu planejamento e na sua rotina profissional:
1- Oferecer conteúdos que sirvam como recursos didáticos para as discussões em aula
Incentive os estudantes a participar das aulas compartilhando com eles vídeos que serão relevantes para o contexto escolar. Desde que bem selecionados, os conteúdos audiovisuais podem mostrar diferentes pontos de vista sobre um determinado assunto, fomentando os debates e discussões em sala.

2- Armazenar todos os vídeos que você precisa em um só lugar
Se você ainda não é um usuário do Youtube, basta criar uma conta na rede (gratuitamente) para ter acesso às listas de reprodução (playlists). Elas permitem que você organize seus vídeos favoritos em sequência. Um usuário não precisa selecionar apenas vídeos publicados por ele, ou seja, a playlist de um professor pode conter vídeos publicados por outros membros do Youtube. Outra vantagem de organizar os vídeos em listas é que quando um vídeo termina, o próximo começa sem que sejam oferecidos outros vídeos relacionados, mas que não interessam ao seu propósito didático naquele momento. Ao selecionar o material que será visto pelos alunos, você pode garantir que o conteúdo hospedado em seu canal seja confiável, pois ele passou pela sua curadoria.

Consulte dois tutoriais breves, desenvolvidos pelos profissionais do Youtube, sobre como criar uma lista de reprodução e como organizar seus vídeos.

3- Montar um acervo virtual de seus trabalhos em vídeo
Com uma câmera fotográfica, um celular ou uma câmera de vídeo simples, você pode capturar e salvar projetos e discussões feitas em sala de aula com seus alunos. Com esses registros da prática pedagógica você terá em mãos (e na rede) um material rico, que pode servir como base para uma análise crítica de seu trabalho e dos trabalhos apresentados por seus alunos. Os registros ainda viram material de referência para toda a comunidade escolar, pois qualquer vídeo armazenado no Youtube pode ser facilmente compartilhado entre os alunos e professores da escola e fora dela.

Aqui, um tutorial desenvolvido pelos profissionais do Youtube sobre como compartilhar uma lista de reprodução.

4- Permitir que estudantes explorem assuntos de interesse com maior profundidade
Ao criar listas de reprodução específicas para os principais assuntos abordados em sala, você cumpre o papel do mediador e oferece aos alunos a oportunidade de aprofundar os conhecimentos a respeito dos temas trabalhados nas aulas. Ao organizar playlists com vídeos confiáveis e relevantes, você permite que os estudantes tenham contato com os conteúdos que interessam a eles, sem que eles percam muito tempo na busca e na seleção de informações.

Como tornar a lista de reprodução privada?

5- Ajudar estudantes com dificuldades
Você pode criar uma lista de reprodução com vídeos de exercícios para que os alunos resolvam no contraturno escolar. Esse material serve como complemento para os conteúdos vistos em sala e os estudantes podem aproveitá-lo para fazer uma revisão em casa dos assuntos vistos na escola.

6 - Elaborar uma apresentação de slides narrada para ser usada em sala
Você pode usar o canal de vídeo para contar uma história aos alunos e oferecer a eles um material de apoio que possa ser consultado posteriormente. Produza uma apresentação de slides narrada, com imagens que ilustrem o tema abordado e passe o vídeo em sala de aula.

Aqui, um tutorial desenvolvido pelos profissionais do Youtube sobre como editar vídeos na página de exibição de vídeos.

7 - Incentivar os alunos a produzir e compartilhar conteúdo
Lembre-se: seus alunos já nasceram em meio à tecnologia. Por isso, aproveite o que eles já sabem e proponha que usem câmeras digitais ou smartphones para filmar as experiências feitas no laboratório de Ciências, para que desenvolvam projetos - como a gravação de um "telejornal" nas aulas de Língua Portuguesa, por exemplo - ou nas apresentações de seminários. O conteúdo produzido pelos estudantes também pode ser disponibilizado na rede - desde que os pais sejam comunicados previamente para autorizar a exibição de imagem dos filhos na rede. Tal ação pode incentivar os estudantes a participar de forma mais ativa das aulas.

8 - Permitir que os alunos deixem suas dúvidas registradas
Você pode combinar com seus alunos para que eles exponham as dúvidas no espaço de comentários do canal, logo abaixo dos vídeos. Assim, é possível criar ou postar novos vídeos sobre os assuntos sobre os quais os estudantes ainda têm dúvidas.
(Fonte: Youtube para professores)

link:  http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/8-razoes-usar-youtube-sala-aula-647214.shtml

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Partitura: Acervo Digital Chiquinha Gonzaga.

   Idealizado pelos pianistas e pesquisadores Alexandre Dias e Wandrei Braga o site do Acervo Digital Chiquinha Gonzaga (www.chiquinhagonzaga.com.br) dará acesso pela primeira vez à obra da compositora para piano solo, canto e piano e outras formações. Chiquinha está entre os compositores mais prolíficos de seu tempo, porém sua obra ainda é em grande parte desconhecida tanto do público quanto dos músicos.

(foto - Cintia Coelho/Flamba.)

Durante mais de três anos, Alexandre e Wandrei garimparam partituras em diversas fontes, incluindo acervos de bibliotecas, pesquisadores, colecionadores e, em 2010 em parceria com o Instituto Moreira Salles, completaram as estimativas, um salto considerável, de aproximadamente 12 músicas que estavam disponíveis comercialmente, para mais de 300 partituras de Chiquinha Gonzaga, que estarão disponíveis gratuitamente (com exceção das músicas que compõem a integral das peças teatrais). Pode-se constatar a versatilidade de Chiquinha pela variedade de ritmos e gêneros presentes em seu trabalho. São valsas, tangos brasileiros, canções, polcas, fados, habaneras, romances, duetos, baladas, marchas, peças sacras, serenatas, barcarolas, modinhas, gavotas, mazurcas, dobrados e choros. Cada música será disponibilizada em sua versão original e em versão cifrada, para contemplar músicos de todas as esferas, acompanhadas de notas informativas escritas pela biógrafa de Chiquinha, Edinha Diniz, exclusivamente para o Acervo Digital. Além disso, o site irá fornecer todas as letras das canções nunca antes publicadas. Esta é a primeira etapa para resgatar a obra completa de Chiquinha Gonzaga, cujo desdobramento incluirá a edição de outras centenas de músicas, compostas para peças teatrais.

O projeto conta com recitais de lançamento no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo e oficinas de música com arranjos da Coleção Alma Brasileira criados especialmente para o lançamento, em parceria com a Escola Portátil de Música, além de uma apresentação em torno desse repertório com os professores e alunos da EPM.

Link: http://www.chiquinhagonzaga.com/acervo/

Músico com memória de 10 segundos após infecção surpreende ciência.

   Cientistas creem estar perto de descobrir por que uma pessoa que sofre de amnésia e perde a memória de quase tudo na sua vida consegue ainda reter conhecimentos musicais. A resposta pode estar no fato de que as memórias musicais são armazenadas em partes diferentes do cérebro que a de outras memórias.

Quando o maestro britânico Clive Wearing contraiu uma infecção no cérebro em 1985 - uma encefalite por herpes - ficou com uma capacidade de recordar apenas os eventos ocorridos 10 segundos antes. A infecção danificou uma parte do seu cérebro conhecida como lobo temporal médio.

(Foto) -  O maestro britânico Clive Wearing contraiu uma infecção no cérebro em 1985.

Embora apresentasse um dos casos mais graves de amnésia conhecido pelos cientistas, a habilidade musical do condutor permaneceu intacta. Hoje com 73 anos, Wearing consegue ler partitura e tocar música no piano, e chegou inclusive a reger seu antigo coral.

Em um congresso da Sociedade para a Neurociência realizado neste mês em Washington, um grupo de cientistas alemães descreveu o caso de um violoncelista profissional - identificado apenas como PM - que contraiu encefalite por herpes em 2005.

Incapaz de recordar as coisas mais simples - como a imagem de sua própria casa -, PM manteve intacta a sua memória musical.

 

Anatomia do cérebro


Segundo o médico que estudou o paciente, Carsten Finke, do Hospital Universitário de Charite, em Berlim, o lobo temporal médio do cérebro, severamente afetado em casos de encefalite por herpes, é "altamente relevante" para a memória de eventos e como, onde e quando eles ocorrem.

"Mas estes casos sugerem que a memória musical pode ser armazenada de forma independente do lobo temporal médio", afirma o dr. Finke.

A equipe de cientistas alemães também estudou o caso de um paciente canadense nos anos 1990 que perdeu toda a sua memória musical após uma cirurgia que danificou especificamente uma parte do cérebro chamada de giro temporal superior. O caso levou a equipe a sugerir que as estruturas do cérebro usadas para armazenar memória musical "devem ser o giro temporal superior ou os lobos frontais".

Entretanto, o médico acredita que são necessárias novas pesquisas para confirmar a hipótese. "O que é realmente novo nesses casos é que mesmo em casos de amnésia densa e grave ainda existem ilhas de memória intactas, a memória musical", afirmou. "Esta memória pode ser usada como um ponto de acesso a esses pacientes. Podemos pensar, por exemplo, em relacionar música a atividades específicas, como tomar medicação, ou submetê-los a musicoterapia para recuperar qualidade de vida."

Velhos hábitos

A neuropsicóloga Clare Ramsden ressalta que a memória musical é diferente dos outros tipos de memória. "Não é apenas conhecimento, é algo que você faz", define.

A sua entidade, Brain Injures Rehabilitation, voltada para a reabilitação cerebral, estudou os casos de três músicos, incluindo Clive Wearing. As conclusões mostram que as atividades musicais envolvem diferentes partes do cérebro.

"Nossa pesquisa está começando a mostrar que as pessoas com dano nos lobos frontais têm suas habilidades musicais afetadas de forma diferente de pessoas como Clive, cujos lobos temporais médios foram danificados", disse Ramsden. "Clive ainda consegue ler partituras e tocar música. As pessoas com danos nos lobos frontais podem ter dificuldades de ler uma partitura e tocar uma música pela primeira vez, mas são boas em músicas que elas já sabem."

Para o professor Alan Baddeley, autor de estudos sobre Wearing pela Universidade de York, todos os casos "mostram que a memória não é unitária" e que "há mais de um tipo de memória". "A amnésia não destroi hábitos, mas os pacientes perdem a capacidade de adquirir e reter informação sobre novos eventos."

Handel

A esposa de Clive, Deborah, é autora de um livro, Forever Today ("Para sempre hoje", em tradução livre), que relata como a vida do casal mudou desde a amnésia do marido.

"Mesmo tendo um piano no quarto há 26 anos, ele não sabe disso até que o instrumento seja mostrado para ele", contou Deborah à BBC.

Entretanto, diz, "se você der para ele uma música nova, a visão dele percebe a partitura e ele toca a música no piano, mas sem aprendê-la". "Clive não sabe que tocava piano, nem que ainda sabe como tocar."

A esposa diz que, mesmo sem saber, o ex-maestro melhora sua apresentação cada vez que toca uma determinada música, e que ele ainda é capaz de tocar, instintivamente, canções que sabia de cor no passado. "Ele aprendeu "Messias" de Handel quando era criança e ainda sabe cantá-la."

Deborah diz que a música "é o único lugar onde podemos estar juntos, porque enquanto a música está tocando ele é completamente si mesmo". "Quando a música para, ele volta a cair do abismo. Não sabe nada sobre sua vida. Não sabe nada do que aconteceu com ele em toda sua vida."

Link : http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/11/22/musico-com-memoria-de-10s-apos-infeccao-supreende-ciencia.jhtm

sábado, 19 de novembro de 2011

Jogos e brincadeiras para a Educação Infantil

Nesta página, você confere tudo sobre o percurso que as crianças da creche e da pré-escola fazem para aprender a jogar e brincar e ideias para usar com a turma. Reportagens, vídeos, entrevistas com os melhores especialistas, jogos online e planos de aula fazem parte deste guia. Boa diversão!

Link: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/jogos-brincadeiras.shtml

Exemplo:  Brincadeiras de correr na pré-escola...



Neste vídeo gravado na Escola Amuno, em Osasco, as crianças da pré-escola pesquisam, experimentam e registram em desenhos diferentes brincadeiras de correr, como cabra-cega, pega-pega e mãe da rua. As atividades fazem parte de um projeto de resgate das brincadeiras tradicionais. Com os desenhos, as crianças mais velhas conseguem ensinar as mais novas a brincar.

Diferentes maneiras de pular amarelinha


Na escola Criarte, em São Paulo, as crianças de 4 e 5 anos pesquisaram os jogos e as brincadeiras tradicionais, confeccionaram brinquedos e escreveram, com a ajuda da professora, um livro de regras. Neste vídeo, aprenda três jeitos diferentes de pular amarelinha.

Brincadeira de correr: queimadinha


Na Escola Criarte, em São Paulo, as crianças de 4 e 5 anos estudaram os jogos e escreveram um livro de regras para diferentes brincadeiras tradicionais. Uma das favoritas dos pequenos é a queimadinha, uma espécie de queimada sem times, jogada com bolas de meia.

Brincadeiras de saltar: corda e elástico


Na Escola Criarte, em São Paulo, as crianças de 4 e 5 anos pesquisaram as brincadeiras e jogos tradicionais. No vídeo acima, veja como os pequenos cantam parlendas para pular corda e passam por diferentes fases na brincadeira com elástico. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dica: Rádio do cifra.com.br

Além dos serviços de letra, tradução, cifras, tablaturas, afinadores, dicionácio de acordes, tv cifras, um serviço muito bom que o site oferece é a radio.

Você escolhe o gênero que quiser na barra de menu do site e clica no ícone ouvir, o site abre uma nova janela que é o da rádio, o bacana é que as músicas são em vídeo e as letras aparecem em baixo, São muitos e muitos gêneros mesmo, é uma boa opção para deixar rolando enquanto você faz outras coisas no seu PC.





quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Educação Musical: Revista da ABEM

          A revista apresenta como objetivo divulgar a pluralidade do conhecimento em Educação Musical, seja de cunho científico, através de relatos de pesquisa; de cunho teórico, através de reflexões acerca dos novos paradigmas educacionais, políticos e culturais; ou de cunho histórico, contextualizando as práticas atuais sob a perspectiva histórica.

Trata-se de um periódico científico que publica artigos acadêmicos de colaboradores nacionais e internacionais, em português, inglês e espanhol, após avaliação cega por pares. A revista é publicada bimestralmente, desde 1991, garantindo o acesso a todo seu conteúdo, bem como a disponibilidade online das edições anteriores.
A publicação está organizada em três seções:

1. Artigos científicos (trabalhos originais; ensaios acadêmicos e revisões sistemáticas);

2. Resenhas (lançamentos atuais da área);

3. Documentos e debates.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dica: Jogos Musicais Online.



Link: http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?lista=música&pagina=1

Jogo da Memória sonoro Link: http://discoverykidsbrasil.uol.com.br/jogos//memoria-musical/

Genius um classico dos anos 80 online, link: http://www.moob.com.br/cranio/jogo-da-memoria-genius/
Link original: http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=3945

Dica: Houdelier.com

Galera fuçando na net encontrei esse site houdelier.com encontrei várias coisas legais, mas o mais bacana foi uma parte sobre audio books com parlandas e histórias infantis... muito legal, e tem muitas outras coisas la para procurar até a proxima...

http://houdelier.com/paginas/lazergaleriaaudiobooksinfantis.html


Acessando o nosso álbum de audio books infantis em português* , o nosso álbum de audio-books infantis em francês*, o nosso álbum de parlendas infantis em francês*, o nosso álbum de parlendas brasileiras* e o nosso álbum de audio-books infantis em russo* você poderá ter uma idéia completa do que disponibilizamos grátis para o público infantil, bem como a descrição detalhada de cada um dos livros falados. São inúmeros livros narrados gratuitos que contam histórias clássicas da literatura infantil com links diretos para escutar.

© 2005/2011 - claudia houdelier - todos os direitos reservados.

domingo, 6 de novembro de 2011

Educação Musical: Parâmetros Curriculares Nacionais - Arte.

Parâmetros curriculares nacionais - Arte, Ministério da Educação.

Parâmetros Curriculares Nacionais1ª a 4ª Séries

Arte -  Link: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro06.pdf

Todos PCNs: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12640:parametros-curriculares-nacionais1o-a-4o-series&catid=195:seb-educacao-basica

Parâmetros Curriculares Nacionais 5ª a 8ª Séries.

Arte - Link: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/arte.pdf

Todos PCNs: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12657:parametros-curriculares-nacionais-5o-a-8o-series&catid=195:seb-educacao-basica

Dica: Collector's Studios

Link: http://www.collectors.com.br/

A Collector's Editora, atualmente Collector's Studios, foi fundada em 1983 com o objetivo de resgatar e preservar a memória do rádio das décadas de 40 e 50 e da música popular brasileira do tempo do disco de 78 rpm.

Alguns colecionadores, produtores ou mesmo artistas do rádio daquela época, conseguiram conservar em seus arquivos raros discos de acetato 16 polegadas com a reprodução de programas radiofônicos e foi com este material que a Collector's iniciou suas atividades.

Posteriormente, em 1991, a Collector's Editora Ltda. assinou com a Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, possuidora de um acervo com mais de 5.000 discos, doados pela Rádio Nacional, um convênio com a finalidade de extrair-lhes o conteúdo.

Deste material, a Collector's recuperou um total de mais de 1.200 programas e os matrizou em uma coleção chamada Assim era o rádio - um retrato vivo da época de ouro do rádio quando não havia televisão.

Paralelamente a esta atividade a Collector's vem desenvolvendo, também desde 1983, um outro trabalho, que é o resgate e a preservação da música popular brasileira do tempo dos discos de 78 rotações por minuto. Neles estão registradas de uma forma viva as mais importantes músicas criadas e interpretadas neste país ao longo do tempo e intitulada Obras Completas. Atualmente contamos com aproximadamente 13.000 fonogramas em acervo.

As empresas que se encarregavam da fixação destas interpretações em suporte mecânico, ou seja, as gravadoras, eram na sua maioria estrangeiras e não tinham grandes interesses em preservar este maravilhoso acervo cultural, como o fazem em seus países de origem, e sim apenas ganhar dinheiro com a sua exploração comercial, como era natural.

Com a evolução da indústria fonográfica - do 78 rpm para o LP e do LP para o CD - deixaram de ser fabricados aparelhos capazes de reproduzir aqueles discos. As gravadoras que acompanhavam esta evolução deixaram que as matrizes originais destas interpretações fossem destruídas ficando praticamente perdidos esses maravilhosos documentos.

Algumas dezenas de abnegados patriotas ou saudosistas, conservaram em seu poder alguns discos tornando-se colecionadores da boa música brasileira. Devido ao volume de discos lançados tornou-se impossível um só colecionador reunir todo o acervo e assim encontrava-se espalhado pelo Brasil o que de melhor a música popular brasileira produziu desde que foram inventados o fonógrafo e mais tarde o rádio. As emissoras de rádio da época fizeram doações de seus quebradiços discos ou o que sobrou deles aos museus que os conservam de uma forma bastante precária.

Com o objetivo de resgatar este material e disponibilizá-lo para o público a Collector's iniciou um trabalho junto a estes colecionadores reunindo, catalogando e matrizando a obra completa dos grandes compositores e cantores brasileiros registrados desde o início do século.

Revista Nova Escola: Música para 1º e 2º anos.

A Revista Nova Escola está preparando uma série especial para a música na escola, com vídeos, textos, entrevistas e planos de aula, a seguir o videos de apresentação, e vou colocar aqui também todo conteúdo pra vocês ok?

Desde já muito obrigado por acompanhar o Blog.



Neste roteiro, o passo a passo para iniciar a formação musical das crianças no 1º e no 2º ano do Ensino Fundamental.

Objetivos no 1º e 2º anos Compreender a música como linguagem e conhecer os quatro parâmetros do som: timbre, intensidade, altura e duração.


Link: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/musica-1o-2o-anos-640283.shtml?page=0

Violeta Hemsy de Gainza fala sobre Educação musical

Especialista argentina defende o aprimoramento da formação dos professores, aproximando-os da cultura local e garantindo que tenham contato direto com a linguagem artística:

Seja na função de docente, seja atuando como intelectual fundadora do Fórum Latino-Americano de Educação Musical (Fladem), Violeta Hemsy de Gainza é uma das mais importantes autoridades mundiais no ensino de música. Aos 81 anos, a pianista, educadora e psicóloga musical é autora de mais de 40 obras, que abordam Pedagogia da música, didática do piano e do violão, formação de conjuntos vocais infantis e juvenis, improvisação e musicoterapia.

Figura central na história da Educação musical dos séculos 20 e 21, ela diz que o ensino de música em países como o Brasil passa por uma crise e fala sobre os caminhos a serem percorridos para formar bons professores até 2012, quando o conteúdo passa a ser obrigatório na Educação Básica (mas ainda vinculado à disciplina de Arte). Para Violeta, é essencial que os educadores sejam bem formados para trabalhar em sincronia com a realidade social e cultural dos países latinos. "A escola tem de ir ao encontro das necessidades musicais dos alunos." Durante visita à Universidade de São Paulo (USP), no ano passado, ela concedeu esta entrevista à NOVA ESCOLA.

Na sua opinião, a Educação musical na América Latina está em crise. Que crise é essa?
VIOLETA HEMSY DE GAINZA
É parte de uma situação que dominou o mundo globalizado, consequência direta do modelo político e educativo adotado nestes tempos. A Educação musical perdeu créditos, se tornou uma utopia. Em alguns países, foi suprimida em vez de ser melhorada. Não é organizada de uma maneira integrada, está ilhada e sofre com a falta de estabilidade. Gostaria que não fosse mais preciso ficar discutindo se a música é algo relevante ou não. Ela sempre é muito importante para os alunos, desde que bem ensinada.

A Educação musical é uma ferramenta de inclusão social e cultural?
VIOLETA
Sim, e existem muitos movimentos nesse sentido, especialmente os encabeçados por instituições culturais e de Educação não formal. Há muito potencial a ser explorado e a inclusão social deveria estar dentro disso, não como uma moda. Para que a inclusão seja democrática, a música deveria ser bem ensinada em todas as escolas e em todos os segmentos, até a universidade.

Como aproximar a cultura latino-americana da música na escola?
VIOLETA
Os países latino-americanos estão tratando de aprofundar sua identidade e isso vem sendo feito com certa dose de dificuldade. Apesar de terem mais de 200 anos de independência política, vários ainda lutam pela independência dos centros do mercado mundial. Não é uma coincidência que os modelos educativos atuais fracassem. E é por isso que ressalto o êxito que bons projetos de inclusão musical podem ter quando trazem à tona a cultura local.

Há bons projetos de formação musical nos países latinos?
VIOLETA
Sim, conheço alguns. Essas nações possuem uma extraordinária riqueza musical. No Brasil, há alguns projetos notórios. Destacaria o Projeto Guri, no estado de São Paulo, que beneficia milhares de crianças e jovens de famílias de baixa renda, integrando-os a orquestras e bandas de música erudita e popular. Também merece destaque o trabalho sociomusical desenvolvido pela escola Pracatum, em Salvador, do cantor e compositor Carlinhos Brown. Nos demais países, uma das iniciativas mais bem-sucedidas de que tenho notícia é o El Sistema, das orquestras infantojuvenis da Venezuela, aclamado por introduzir a música na vida de crianças em situação de risco e promover a inserção artística e profissional de todas elas.

O Brasil aprovou uma lei para tornar obrigatório o ensino de música na Educação Básica. O que tem a dizer sobre isso?
VIOLETA
Este é um dos países mais pujantes e criativos no que diz respeito à produção musical. Se aqui vai haver ensino de música nas escolas novamente, meu conselho é que os educadores responsáveis pelo planejamento busquem lições das nações que não conduziram bem esse processo e gastaram muita energia em infraestrutura, computadores e planejamento. Planejar é importante, mas é preciso pensar no processo educativo propriamente dito.

Qual é o melhor jeito de fazer isso?
VIOLETA
Não existe uma maneira única de trabalhar corretamente, mas devem ser respeitados alguns princípios comuns. Um deles é que o ensino de música começa com a produção e a prática da própria música. Essa é uma condição básica. Por isso, o governo precisa buscar formas que sejam profundamente atuais e eficazes para satisfazer às necessidades musicais apresentadas pela moçada que está na escola.

Qual é o principal objetivo educacional da música no currículo?
VIOLETA
Dar a todos os estudantes a oportunidade de compreender e expressar a linguagem musical e, ao mesmo tempo, fomentar o desenvolvimento da sensibilidade e da capacidade de articulação de crianças e jovens por meio da prática musical ativa.

Que mudanças devem ser feitas para que a Educação musical no Brasil se torne uma realidade?
VIOLETA
O primeiro passo é buscar profissionais preparados. Muitas vezes, as estruturas educativas são extremamente burocratizadas e, sempre que se tenta promover algo, são chamadas as mesmas pessoas. Necessitamos de professores, de fato, especializados em música. Essa é uma questão profunda. Se ensino Medicina, contrato médicos. Por que, se ensino música, contrato pessoas que desconhecem o tema?

Então, professores de música precisam necessariamente ser músicos?
VIOLETA
Mais do que isso. Eles têm de ser especialistas em música e em Pedagogia. Nem todos os músicos conhecem a Educação profundamente. Com a de-cadência da Educação musical formal, os docentes licenciados em música foram diminuídos, mal aproveitados. Hoje, confia-se muito mais em um professor de Arte, que demonstra estar mais atualizado quanto à realidade de sala de aula. Se a música vai voltar às escolas, isso não pode ser feito superficialmente.

Como formar bons professores para o ensino de música?
VIOLETA
Para começar, eles têm de conhecer música e ter contato com essa arte. Somente se tiver vivência musical construída ao longo da vida, poderá aprender mais e assim adquirir um conhecimento mais profundo para ensinar as crianças. Há educadores que não fazem ideia de como funcionam o comportamento e o desenvolvimento sonoro dos alunos. Isso, definitivamente, não é algo que se consegue apenas lendo trabalhos acadêmicos ou um livro sobre neurociência. Eles têm de entender e praticar a Educação musical e os governos devem oferecer cursos e estímulos para quem quiser se aperfeiçoar.

Começar o ensino de música pelo canto é o melhor caminho?
VIOLETA
Música se faz com a boca, com o corpo e com os instrumentos. Não há uma fórmula específica. Não se pode prescindir do canto. Nem todas as crianças cantam bem. Isso é bem difícil para qualquer um fazer. De qualquer forma, os pequenos devem usar a voz e tocar na escola. E cabe aos educadores oferecer a eles as oportunidades, de acordo com a aptidão de cada um.

A senhora estuda um método conhecido como eutonia. O que é isso?
VIOLETA
É um método criado no século 20 pela alemã Gerda Alexander (1908-1994) que ajuda as pessoas conhecer suas referências corporais. A sabedoria dela foi reconhecer que o remédio para aliviar as tensões é o controle do tônus. E a música se inclui nisso. Interpretar (Ludvig van) Beethoven (1770-1827) é diferente de interpretar (Claude) Debussy (1862-1918). O primeiro exige um tônus mais pesado, e o segundo criou algo mais leve. Eu tocava piano e estudava técnica, e a metodologia da eutonia me ensinou o que era tocar. Como disse o músico e compositor argentino Fito Paez: dar es dar. Tocar é tocar, oras. Foi assim que aprendi a reconhecer quando alguém toca você.


Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
Conversas com Gerda Alexander
, Violeta Hemsy de Gainza, 176 págs., Ed. Summus, tel. (11) 3872-3322,
39,10 reais

INTERNET
Informações sobre o trabalho de educadora
(em espanhol).


sábado, 5 de novembro de 2011

Educação Musical: Musical Clipart.com

O Musical-Clipart.com oferece a gama utilizável e única de clipart baseados em temas musicais. Esta é uma coleção de imagens desenhado por professores de música, para professores de música!

Link: http://www.musical-clipart.com/index.html