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sábado, 22 de outubro de 2011

Dica: Site Discos do Brasil


Maria Luiza Kfouri.

Você é muito bem-vindo ao site Discos do Brasil.

Antes de começar a navegá-lo, é preciso que você saiba que esta Discografia é baseada em minha discoteca particular, que comecei a formar em 1965, aos 11 anos de idade, fascinada diante da movimentação musical que eu acompanhava pela televisão e pelos diversos espetáculos a que era levada em São Paulo.

Aqui você vai encontrar as discografias completas de muitos artistas surgidos com a Bossa Nova ou depois dela – como, por exemplo, as de João Gilberto, Tom Jobim, Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Edu Lobo, Gilberto Gil, Baden Powell, Maria Bethânia, Paulinho da Viola – e, ainda, as de Dorival Caymmi, Noel Rosa e Cartola. Outros grandes nomes de todos os tempos da música brasileira estão aqui, mesmo que suas discografias não se apresentem completas.

Tenha sempre em mente que este trabalho não traz A discografia do Brasil e, sim, UMA discografia brasileira com um recorte muito pessoal.

Além dos títulos dos discos, dos anos em que foram lançados, das músicas que os compõem e de seus autores, esta discografia tem como grande diferencial o fato de listar os músicos acompanhantes, as faixas em que tocam e cada um dos instrumentos que estão tocando.

Nos casos em que a ficha técnica não especifica a participação do músico por faixa, dediquei-me ao lento e meticuloso trabalho de ouvir cada uma delas para identificar todos eles (nos discos em que isso acontece sempre há uma observação). Quanto aos arranjadores, também estão relacionados por disco – quando seus nomes aparecem na ficha técnica – e por faixa – quando a ficha traz essa especificação.

Este site foi construído por Ludgero Galvinas, com design de Eric Messa.

Sua construção permite uma navegação simples, possibilitando o acesso às informações pelo título do disco, ou pelos nomes do intérprete, da música, do compositor, do arranjador, do músico e, até, por alguma participação especial que o disco tenha. É possível, também, conhecer as parcerias entre os compositores.

Ao passar o mouse sobre as capas, títulos, nomes e itens, surgirá um quadrinho que orientará a sua consulta.

Você pode, ainda, ouvir as músicas por 30 segundos. E por que somente 30 segundos? Em respeito aos direitos dos autores, dos cantores e dos músicos. Um fone de ouvido aparece ao lado do nome da música e, se azul, indica que ela já pode ser escutada. E aqui vale mais uma explicação: o trabalho de gravação das músicas e de reprodução das capas ainda está sendo feito.

Aliás, este site estará em permanente construção, pois será constantemente atualizado com os lançamentos e também com aqueles discos que, por qualquer impossibilidade, ainda não estejam aqui.
Discos do Brasil entrou na rede em maio de 2005, com pouco mais de 4 mil discos catalogados. A partir de fevereiro de 2010, o site passou a contar com mais de 6 mil discos, 1.866 intérpretes principais, 44.652 músicas, 16.049 músicos, 2.537 arranjadores e 10.233 compositores registrados. E o trabalho continua.

Espero que você o aprove e que, por meio dele, possa aprofundar seus conhecimentos sobre a grande música que esse país produz.
Maria Luiza Kfouri
Nascida em São Paulo, quatro anos antes da Bossa Nova, Maria Luiza Kfouri é jornalista e musicóloga.

Foi coordenadora musical da Rádio Gazeta FM (SP) em 1988, ano em que a emissora recebeu - da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) - o prêmio de melhor programação musical. Entre 1989 e 1995, foi diretora da Rádio Cultura AM de São Paulo, onde co-dirigiu e co-produziu as séries “Noel Rosa, as Histórias e os Sons de uma Época” (1991); “Elis. Instrumento: Voz. Uma Travessia em 6 Tempos” (1992) – prêmio APCA; “Vinícius. Poesia, Música e Paixão” (1993) – prêmio APCA; “Caymmi por Ele Mesmo” (1994) – prêmio APCA.

Maria Luiza é autora da “Cronologia” e “Discografia” que estão na segunda parte do livro “Furacão Elis”, lançado originalmente em 1985.

Em 2004 escreveu os capítulos “Breve Histórico do Violão” e “Grandes Mestres” do livro “Violões do Brasil”, projeto organizado por Myriam Taubkin que envolve, ainda, um CD duplo e um DVD.

Em 2005 escreveu o capítulo “História”, do livro “Um Sopro de Brasil”, projeto também organizado por Myriam Taubkin.

Em 2006, ao lado de Fernando Barcelos Ximenes, criou e desenvolveu o projeto “Músicos do Brasil – Uma Enciclopédia Instrumental” (
www.musicosdobrasil.com.br ) que, com o patrocínio da Petrobras, apresenta verbetes dos mais diversos instrumentistas brasileiros, além de ensaios e dissertações universitárias, e está disponível a todos os interessados pela música instrumental brasileira desde dezembro de 2008, e em constante atualização.
Todos os direitos reservados (c) 2005
Banco de Música Serviços de Comunicação e Cultura Ltda.

Link: http://www.discosdobrasil.com.br/discosdobrasil/indice.htm

Dica: Metrônomo Online


Link: http://www.seventhstring.com/metronome/metronome.html

Educação Musical nas Escolas, Orquestra Acadêmica de São Paulo e Coral da Cidade de São Paulo: Luciano Camargo

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Educação Musical: Série Pedagogias - Método Willems 3 Audição.

Educação Musical Willems

Carmen Mettig Rocha

Audição


Encontra-se comumente alunos de curso superior que ainda têm dificuldade em ouvir; seja pela deficiência de método empregado (que valoriza em excesso o cerebralismo) ou mesmo a não utilização de exercícios com material sonoro; o fato é que a deficiência existe.
No método Willems, o desenvolvimento auditivo tem um papel importante na educação musical. Esta preparação auditiva entretanto deve ser anterior ao estudo do instrumento ou mesmo a fase do solfejo e pode-se dizer que um trabalho auditivo preliminar constitui uma das bases essenciais da musicalidade, isto porque, ao mesmo tempo que favorece a compreensão de qualquer tipo de música, permite a toda criança (mesmo que se diga “sem ouvido” a um desenvolvimento progressivo até chegar ao estudo do solfejo).
Willems confirma em seus livros que o ouvido pode ser desenvolvido.Com isso ele distingue o órgão auditivo de sua função orgânica. Se o órgão na sua estrutura biológica não pode ser influenciado pela educação auditiva, a capacidade funcional entretanto pode evoluir em decorrência do exercício da audição. Logo, importante é saber que, pela educação nós podemos despertar e desenvolver o funcionamento do órgão auditivo.
Deve o professor poder descobrir os obstáculos que freqüentemente impedem o órgão auditivo de ser receptivo às impressões. Aprender a escutar significa aprender a receber as impressões externas.

Para Willems a audição embora seja uma atividade sintética, também se realiza em três domínios diferentes:

• A sensorialidade auditiva
• A sensibilidade afetiva auditiva
• A inteligência auditiva

A primeira é a base material indispensável á arte musical. É a atitude do órgão para receber impressões (aspecto passivo,sensitivo). Desenvolve-se através de exercícios com vasto material sonoro.
A segunda inicia no momento que se passa do ato passivo de ouvir para o ativo, subjetivo de escutar. Um escutar com interesse, pois quando fixa a atenção, reforça-se conseqüentemente a acuidade dos membros acústicos. Neste domínio estão contidos todos os elementos de ordem melódica (audição relativa, intervalos melódicos, a escala, senso tonal etc.).
A terceira comporta elementos de ordem mental. É a síntese abstrata das experiências sensoriais e afetivas porque trabalha sobre seus dados.
A inteligência auditiva é o conhecimento do que se ouviu e escutou. Através dela é que se utiliza a leitura e escrita musicais para fixar e transmitir o pensamento sonoro.
Como já foi dito, os três domínios estão interligados, mas o professor deverá estar atento para saber em que proporções eles se apresentam.
Um bom musicista deve ter a audição (passiva, ativa, criadora) registrar fielmente os sons exteriores, reagir emotivamente e ser capaz de tomar consciência dos sons registrados.
Deve o professor adaptar os exercícios nos diferentes casos, como sejam: se se trata de aula individual, pequeno grupo ou grupo numeroso.
É necessário adquirir um vasto material sonoro para o desenvolvimento auditivo, e saber ordenar os exercícios por grau de dificuldade.
No trabalho auditivo trabalha-se: direção do som, distância, natureza das fontes sonoras, o silêncio, o espaço intratonal, a canção, a escala, escutar, reconhecer, reproduzir, emparelhar, classificar, ordenar, a subida e descida do som, improvisação, nome de notas, os graus etc.

A música sendo uma arte sonora, ela se direciona ao ouvido, à audição interior, por isso mesmo a atenção é indispensável ao trabalho. O maior objetivo do professor será fazer experimentar o som, desenvolvendo o interesse pelo que ouviu e o desejo de reproduzir, favorecer o cantar belas canções, apelar para a imaginação auditiva e despertar o desejo de criar, improvisar.


(Algumas considerações sobre o som)


O som é a matéria básica da arte musical. É um fenômeno fisiológico que acontece no ouvido interno.É difícil se precisar quando ele passa de vibração para som musical.Sabe-se entretanto que faz - se necessário o uso das faculdades humanas para ele se elevar ao plano musical.
Se a vibração é de ordem objetiva, o som musical é um fenômeno de ordem subjetiva. Para a vibração se tornar som musical é necessário ter a rapidez de 16 a 32 vibrações por segundo ser periódica regular e organizada.

O som possui qualidades principais e secundárias



Qualidades principais Qualidades secundárias
Altura Volume
Timbre Densidade
Intensidade Clareza etc.

Duração (mais de ordem rítmica)

A altura depende do comprimento da onda e de sua freqüência.
A intensidade depende da amplitude da onda.
O timbre depende da forma da onda.

Willems desde 1915 descobriu o triplo aspecto da audição e mais tarde, teorias científicas comprovaram que o nervo auditivo não vai diretamente ao cérebro; ele passa pelo bulbo (sede das ações reflexas) depois segue para o nível diencéfalo (sede das emoções) e somente mais tarde é que chega ao córtex cerebral (sede das reações intelectuais).
Isto serviu para comprovar cientificamente a teoria de Willems que no seu método encara a audição no seu triplo aspecto:

• Sensorial
• Afetivo
• Mental


Bibliografia:

Edgar Willems Oreille Musicale I
Oreille Musicale II
Cahier Pedagogique nº 3
Le Valeur Humaine D’ Education Musicale


Veja também as duas matérias anteriores - Método Willems 1 e 2.

Até breve...



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Educação Musical: Série Ritmos Brasileiros: Cacuriá 3.

Videos de Cacuriá...


Grupo Pé no Terreiro.

recordplayer entrevista pé no terreiro
Show do Pé no Terreiro
Peixe Tralhoto



Grupo Pé no Terreiro Link: http://grupopenoterreiro.blogspot.com/

Grupo Cupuaçu.

Grupo formado em 1999 na ciade de São Paulo. Integrado por Tião Carvalho (voz, pandeirão, maracá e zabumba), Henrique Menezes (pandeiro, voz e maracá), Ricardo Mendonça (pandeiro, tambor-onça, zabumba e cowbell), Lovece (pandeiro), Naná de Nazaré (voz e tambor-onça), Graça Reis (voz), Celso França (pandeiro), Alfredo Ramos (pandeiro) e César Peixinho (pandeiro e tambor-onça) o grupo lançou o primeiro CD pelo Núcleo Contemporâneo em 2000. Com participações especiais de Benjamim Taubkin no piano, Maestro José Roberto Branco no trumpete e Mané Silveira no saxofone, o disco trouxe composições de integrantes do grupo e de outros compositores de São Paulo.

retirado do site: http://www.dicionariompb.com.br/grupo-cupuacu/dados-artisticos

Link: http://www.grupocupuaçu.org.br/



Cacuriá de D. Teté





D. Teté 1924 - Maranhão.


Dados Artísticos - Figura popular no centro histórico da cidade de São Luís do Maranhão. Tornou-se conhecida como representante do ritmo do cacuriá, surgido por volta de 1970, durante as comemorações da Festa do Divino. O cacuriá é uma dança executada ao som das caixas do Divino - pequenos tambores.

Em 1980 foi convidada a ensinar o toque de caixa do Divino para os participantes do espetáculo teatral "Passos", integrando-se, então, ao elenco permanente do grupo, e a trabalhar no Laborarte (Laboratório de Expressões Artísticas), em São Luís, ensinando o toque de caixa.

Gravou seu primeiro CD por volta de 2000. Inovou o cacuriá introduzindo novos instrumentos como cordas, flauta, baixo, clarinete, teclados, entre outros.

Em 2003, lançou seu segundo disco cantando o cacuriá com letras de duplo sentido como "Bota a cana pra assar, assa a cana". Segundo ela, o cacuriá "é uma dança sensual, mas não vulgar". Nesse seu segundo disco estão presentes, entre outras, as músicas "Choro da lera", "Cabeça de bagre", "Mariquinha", "Rosa menina" e "A cana", todas de domínio popular com adaptações suas. Sua versatilidade como artista popular a faz conhecida no Maranhão através e diversas atuações: toca caixa, dança tambor de crioula, canta ladainha e tira procissão.

Na coletânea realizada pelo Itaú Cultural, Cartografia Musical Brasileira, Dona Teté marca presença em duas faixas, Choro de lera e Jabuti/jacaré

Em "Mãe gentil", peça teatral de Ivaldo Bertazzo, Dona Teté faz participação especial, junto com seus conterrâneos Zeca Baleiro e Rosa Reis. O Projeto Rumos Musicais Itaú Cultural, projeto realizado no segundo semestre de 2001, levou D. Teté a São Paulo para uma apresentação no Instituto patrocinado pelo referido banco.

retirado do site:  http://www.dicionariompb.com.br/dona-tete/dados-artisticos

Educação Musical: Série Ritmos Brasileiros: Cacuriá 2.

Oficina de Cacuriá com Henrique Menezes.

Lava Lava Lavadeira 1
Lava lava Lavadeira 2
Lá na Ponte da Vinhaça
Passo do Cacuriá
Beija-flor
Caranguejinho 1
Caranguejinho 2
O que ta te mordendo? É Carrapato
Ladeira 1
Ladeira 2
Ladeira 3
Ladeira 4
Toque Base Caixa do Divino
Toque basico ganzá
Jacaré Boio 1
Jacaré Boio 2
Jaboti 1
Jaboti 2
Peixe Piá 1
Peixe Piá 2
Tem Piaba no rio 1
Tem Piaba no rio 2
Valsa Óh Fulano entrai na roda...
O Cortejo da Mariquinha


Não deixe de acessar  a postagem Cacuriá 1 onde se encontram os textos sobre esse ritmo.

Veja Também a postagem Cacuriá 3 com videos do Cacuriá de D. Teté, ´Grupo Péno terreiro entre

outros...

Até a próxima...



Educação Musical: Série Ritmos Brasileiros: Cacuriá 1.

Retirado da apostila do Curso Modular do Guri Santa Marcelina.



CACURIÁ.


Contexto e História – Cacuriá é um conjunto de brincadeiras e danças ligadas aos festejos do Divino
Espírito Santo no Maranhão, surgidas na década de 1970. Foi Seu Lauro (Alauriano Campos de
Almeida, 1017-1993), festeiro do Divino e organizador de Bumba Boi e de Baião Cruzado quem
organizou essas brincadeiras e deu o nome ao Cacuriá.

No final da Festa do Divino Espírito Santo, após a chamada “derrubada do mastro”, as
caixeiras do carimbó costumam descansar. É neste momento que elas passam à porção profana da
festa, com o Cacuriá.

“Os Cacuriás se caracterizam como brincadeiras realizadas a partir de vários ritmos e jogos,
compondo assim uma suíte que engloba valsas, toques do Divino, carimbós, baiões e outros ritmos
musicais. Atualmente já se reconhece como toque do Cacuriá uma levada de caixa sincopada que
lembra outras brincadeiras populares do Maranhão, inclusive alguns “pontos”, canções dos terreiros
maranhenses.” (ROCHA, I. L. 1991)

Canto - A parte vocal é feita por versos improvisados, ou não, respondidos por um coro de
brincantes – é o canto responsivo (estrutura de verso e refrão). O cantor principal, ou puxador, é
quem habitualmente toca caixa. Ele “põe os versos” e conduz a brincadeira. As canções são
geralmente curtas, com poesia rimada.

Coreografia - A dança é feita em pares com formação em círculo, o "cordão", acompanhada por
instrumentos de percussão (caixas).

De acordo com Itaércio Rocha, “o corpo do brincante parte de um movimento básico de
um pisa-pisa como o de quem prepara o barro para a construção de casa de sapê. Em passos bem
miudinhos ele libera, em requebros, o quadril, provoca-se a situação em que a coluna toda se
envolve em ondas que sobem e descem, solta os braços e a cabeça em meneios e giros harmoniosos
e sensuais. Este jeito de organizar o movimento é o molejo a partir do qual o cacuriante desenvolve
sua dança. Neste molejo, com o tronco levemente projetado para frente, em pares ou solos, em
cordões ou rodas, ou, ainda, em conjuntos, os cacuriantes vão, de acordo com cada canção,
cantando e evoluindo no espaço em jogos de se juntar, afastar, abraçar, dar umbigadas, imitar
bichos e realizar ações propostas pelas letras das canções. Sempre brincando juntos ou como se diz
no Maranhão: bulindo um com outro alegremente; por isso, diz-se por lá que o Cacuriá é uma
brincadeira buliçosa, tanto no sentido de que o corpo do brincante se bole todo, movimenta-se por
inteiro ou bole com os outros, no sentido de mexer uns nos outros.[...] Em alguns momentos, os
cacuriantes provocam a assistência, como se chama no Maranhão a platéia das praças e ruas. Eles a
convidam para entrar na brincadeira o que geralmente cria uma grande excitação, pois a aceitação
ao convite é grande! Durante toda a brincadeira é comum o puxador estabelecer um diálogo
constante com a assistência e com os cacuriantes. Ele comenta sobre o que acontece na roda, faz
piada, manda recados, pede água ou outras quaisquer bebidas, o que enriquece cenicamente todo o
jogo.”

Instrumentos - Inicialmente, o Cacuriá era praticado unicamente com as caixas do Divino (pequenos
tambores), mas aos poucos foram sendo acrescentados outros instrumentos. Hoje, o
acompanhamento instrumental varia de grupo para grupo, podendo incluir cordas friccionadas
(violino, rabeca), cordas dedilhadas (contrabaixo, violões, cavaquinhos), sopros (flautas). Sanfonas
e outros instrumentos, conforme a disponibilidade e a presença de outros instrumentistas na
comunidade podem integrar o Cacuriá.

Figurino – Não há um padrão, cada comunidade cria o seu figurino. Geralmente, as mulheres usam
saias longas, rodadas e coloridas, que criam dinâmica e presença cênica no dançar/brincar.

Temas – Segundo Itaércio Rocha, “os jogos nos Cacuriás, na maioria das vezes, fazem uso de
figuras de animais como rolinha, gavião, periquito, beija-flor, guará, jacaré, jabuti, formiga, piaba,
mergulhão. Também é usual a presença de vegetais: bananeira, jussareira, cajueiro, milho, flor,
café, cana e ainda tantos outros temas ligados ao trabalho, como serrar, peneirar, cortar, varrer e
lavar, relativos aos contextos das comunidades que promovem as festas do Divino no Maranhão.

Nas brincadeiras, sempre está presente um conjunto de metáforas e ambivalências que juntam
questões como vida e morte, sagrado e profano, cultura e natureza.”

Atualmente, a representante mais conhecida do Cacuriá é Dona Teté do Cacuriá.

Dançarina de tambor de crioula e tiradora de rezas em procissões, Dona Teté trabalhou durante
muitos anos com Mestre Lauro. Tem um CD lançado em 2003: Cacuriá de Dona Teté.


ROCHA, Itaércio Lopes. Cacuriá: um baile de caixa no Rio. Ensaio monográfico apresentado para
término do curso de formação técnica em dança na Escola Angel Vianna. Rio, 1991.

Dicionário Cravo Albin de Música popular Brasileira http://www.dicionariompb.com.br/


CACURIÁ...

Retirado do site: http://www.dicionariompb.com.br/cacuria/dados-artisticos

Fonte: CD Cacuriá de D. Teté. Produção: Laborarte

Entrevista com D. Teté

O Cacuriá tem uma vertente na Festa do Divino Espírito Santo, pois ao fim da festa, em todas as casas, tem o carimbó das caixeiras. Assim, criou-se a dança do Cacuriá, cordão e roda, depois do término do festejo do Divino, para prolongar a brincadeira.


No carimbó, uns batem palmas, outros batem na caixa, formando um ritmo para começar a dança, para movimentar o corpo. Outros inventam versos para pedir bebidas ou elogiar as pessoas. A maioria dos participantes eram pessoas idosas. Levanta-se o mastro, tem a missa, tem o derrubamento do mastro, depois tem o carimbo de serrar o pau – serrando com um serrotizinho. A partir daí criou-se o Cacuriá.


Em 80, D. Teté foi para o Laborarte trabalhar numa peças de pastores. Lá, se tinha uma festa, ela batia a caixa e chamava as pessoas para dançar o Cacuriá.


Depois, Teté começou a ensinar a dança para as crianças, fazendo seus próprios versos, com a ajuda da neta. Finalmente, o Cacuriá como conhecemos hoje.


A ramificação do Cacuriá cresceu bastante e houveram inovações, quando foram acrescentados alguns outros elementos na dança.


Alguns elementos foram adicionados também ao ritmo, como o violão, a flauta e o banjo. Segundo, ela para ficar mais bonito.

OBS.: Não foi dado o significado do nome da brincadeira.

Fonte: D. Teté, folclorista, coordenadora do Cacuriá mais famoso do Estado, em entrevista à Rádio Universidade FM.

Veja a continuação desta postagem em: Cacuriá 2. videos....